TEXTOS FREUDIANOS

"Freud e as histéricas - Elisabeth, Ema, Emmy..."

“Foi aqui que aprendi, pela primeira vez, o que foi confirmado posteriormente inúmeras vezes...”

Se Freud nos diz que os sentimentos são enganadores enquanto guias para o real, precisamos segui-lo no fio do que nos indica em sua descoberta com as histéricas: que as impressões e conexões dos pensamentos dependem de um caminho pela imersão cronológica do mais recente ao de maior importância causal.

"Moisés e o monoteísmo"

A questão freudiana em Moisés e o monoteísmo gira em torno de quê?

Trata-se da mensagem monoteísta, que é o que interessa a Freud por comportar uma relevância incontestável de valor.

Freud sustenta a temática do assassinato de Moisés que, em si mesmo, ressoa sobre o fundo do assassinato inaugural do pai primitivo, cuja inscrição é o nó estreito do desejo à lei, no que o próprio desejo encontra-se determinado por algo que tem um caráter indestrutível e que são as próprias leis da fala.

SEMINÁRIO E ESCRITOS DE JACQUES LACAN

"Kant com sade"

A pulsão, que a princípio é acéfala, aparentemente implica aí dois termos: atividade-passividade. Num primeiro tempo, o terceiro termo, que é o sujeito, entra em jogo no circuito pulsional enquanto jogado na cena perversa.

É graças à introdução do Outro que a estrutura da pulsão como tal aparece.

Em Kant com Sade, vocês verão que o sádico ocupa, ele próprio, o lugar do objeto, sem que disso saiba, em benefício de um outro, pelo jogo do qual ele exerce sua ação de perverso sádico.

"O desejo e sua interpretação - problemáticas e aberturas" - A partir do Seminário 6 de Lacan.

A articulação da função do falo enquanto significante e a do objeto a como aquilo que só ganha seu estatuto pela experiência da análise, nos permite situar o lugar do desejo na economia da experiência analítica.

Pivô de toda a economia libidinal com que lidamos na clínica, Lacan situa o desejo, que é desejo do Outro, como significado pelo falo em sua função de significante. Quanto ao objeto, no que concerne ao desejo, não é, em nenhum grau, um objeto pré-formado da satisfação instintiva, que o objeto destinado a ser complemento da satisfação do sujeito. O objeto do desejo é resíduo, um resto, deixado pelo ser que o sujeito falante se confronta, via pela qual o objeto a encontra o real e não a realidade.